Sabedoria Ramatis

Sabedoria Ramatis

sábado, 25 de março de 2017

O NOSSO PASSADO REENCARNATÓRIO

Pergunta: - Alguns líderes espiritualistas nos têm dito que é desaconselhável a preocupação de pretendermos conhecer o nosso passado reencarnatório, pois isso é de pouca valia para o espírito encarnado; que nos devemos importar unicamente com a vida presente e o porvir, em lugar de nos entregarmos a essas cogitações pregressas, que só nos roubam precioso tempo. Que dizeis?
Ramatís:  Evidentemente, se hoje fôsseis um zelador de sanitários, que utilidade prática vos traria o fato de saberdes que já fostes requintado fidalgo no reinado de Luís XV?
Nem há muita necessidade de que evoqueis o passado para saberdes o que já tendes sido alhures, porquanto o fato de serdes atualmente um zelador escravizado às tarefas antihigiênicas bem poderia demonstrar-vos, com suficiência, que no pretérito houve de vossa parte abuso de poder ou demasiada exaltação pessoal.
Desde que a Lei determina que a colheita deva ser de conformidade com as próprias obras, compreende-se que os efeitos da vida presente devem servir de base para se poder
avaliar a plantação feita na existência pretérita. Em geral, na evocação do passado
reencarnatório, as criaturas só se empolgam pela probabilidade de saber se foram marqueses, condessas, faraós, reis ou imperadores, mas esquecem-se de que tais títulos, que representam tanto valor no mundo material, são de nenhum valor nas esferas da espiritualidade superior, onde a lei sideral determina que "os humildes serão exaltados e os que se exaltarem serão humilhados". Uma vez que no mundo dos espíritos só prevalecem os bens que a alma consolida em sua intimidade espiritual, é de somenos importância o tipo de vestuário de carne que ela enverga em cada existência humana porquanto, fora dessa sua realização
interior, o resto é apenas "pó que retoma ao pó"...
Quando após a desencarnação a alma é obrigada a reconhecer que só as virtudes diplomam para as regiões paradisíacas, arrepende-se de não haver preferido mil vezes o vestuário de estame, a pobreza e a glória espiritual de um Francisco de Assis, às jóias, sedas e veludos que cobrem os corpos dos que passam pelo mundo escravizados à animalidade inferior. Entretanto, como a vaidade e o amor-próprio são os sentimentos mais resistentes para serem dominados pelas almas, no aprendizado do mundo terreno, algumas criaturas sentem-se mais felizes no Astral por terem sido desabusados aristocratas ou famosos aventureiros sem escrúpulos, no passado, em vez de pobre criatura, mas dotada de qualidades cristãs.

quinta-feira, 23 de março de 2017

A CRIAÇÃO DE DEUS

Os espíritos criados no seio da Onisciência representam outras tantas miniaturas da vida cósmica, que despertam para o auto-entendimento e progridem incessantemente, alimentadas pelo próprio conhecimento infinito de Deus. 
A consciência do homem nada pode criar de novo no seio do conhecimento perfeito e infinito do Criador; no entanto, ela desperta sob os incessantes impulsos que se manifestam do interior para o exterior, despertamento esse ininterrupto e que prossegue por toda a eternidade, uma vez que, Eterno é o próprio Deus!
Esse processo e expansividade inata e ininterrupta de despertamento da consciência humana, os orientais os têm consagrado através de vários conceitos tradicionalistas da vida oculta, como estes: "Busca o caminho avançado resolutamente para o exterior"; "Busca o caminho penetrado para o interior"; ou "Cresce como cresce a flor, inconscientemente, mas ardendo em ânsias de entreabrir sua alma à brisa"; ou, ainda: "Busca à integração no Existente antes de ti!

segunda-feira, 13 de março de 2017

HOMENS DAS CAVERNAS


PERGUNTA:  Sentimo-nos horrorizados em face dessas reencarnações de espíritos terrestres como futuros filhos de homens das cavernas. Não há injustiça nessa retrogradação?

RAMATÍS:
  Desconheceis, porventura, as chamadas reencarnações expiatórias em vosso próprio ambiente terrestre? Considerais involução ou retrocesso o fato de antiga alma de orgulhoso potentado, daninho à vida comum, reencarnar-se na figura do mendigo pustuloso? Ou o caso do notável escritor cuja pena foi insidiosa, fescenina e degradante, que se reencarna na forma do imbecil, para a chacota dos moleques das ruas? Ou ainda o espírito do ex-atleta, que abusava da sua força física e que regressa ao mundo das formas na figura de um molambo de carnes atrofiadas? Há injustiça ou retrogradação, quando o fluente orador do
passado, cuja palavra magnetizava os incautos e seduzia os ingênuos com falsas promessas políticas, retorna à Terra como a criatura gaga, ridícula e debicada por todo mundo?
Vós considerais que o ambiente de um planeta inferior significa um retrocesso para os terrícolas, porque ficarão sujeitos a condições de vida inferiores; no entanto, tendes entre vós os cegos, os dementes e os psicopatas de todos os matizes, que já viveram existências sadias e conscientes, em vidas anteriores, e que não se queixam do ambiente em que se encontram. É que ignoram se já tiveram ou não vida melhor, assim como não podem dar notícias de si mesmos. Quantos artistas, filósofos, inquisidores, cientistas, imperadores, rainhas, religiosos e conquistadores descem à carne para ser enjaulados nas mais horrendas expressões teratológicas, sob aflitivas angústias, na expurgação do veneno letal de suas almas dissolutas, sem que por isso os vossos postulados espiritualistas os classifiquem como vítimas de involução ou de injustiça!

quinta-feira, 9 de março de 2017

LIBERTAÇÃO


"O primeiro passo para o início de vossa libertação é entenderdes vossa natureza interior que precede e impulsiona os atos volitivos mentais. A partir de então, gradativamente ir"cortando", por uma mudança gradual das atitudes, as conexões com os objetos e situações de prazer. Contudo, isso não deve vos levar a desprezar os prazeres da vida em falsas posturas "santas".
As dificuldades se instalam quando vos deixais ser escravos das sensações dos cinco sentidos físicos. Observai que os homens temerosos de ser apanhados nas redes dos prazeres mundanos, notadamente certos dirigentes e médiuns espiritualistas, são os que enxergam os defeitos dos outros com facilidade: repelem as prostitutas dos templos, açoitam os fumantes, desprezam arrogantemente os carnívoros, são mordazes com os vegetarianos, enxotam ironizando os alcoólatras, vilipendiam os homossexuais, escarnecem dos espíritos negros e índios, colocando-se distantes e isolados desses seres "impuros" em suas concepções. No fundo, são austeros porque temem entregar-se a condutas "pecaminosas" pelo possível descontrole que os levaria ao desregramento."

Ramatís


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